Eu creio!

 

Perguntaram-me o que digo para aquelas pessoas que não creem em Deus e que deliberadamente debocham da minha fé. Porque já aconteceu, e conversar com incrédulos e ateus faz parte da minha rotina também, afinal, quando se trabalha com o público, estamos sujeitos a encontrar pessoas de religiões diversas, incluindo aqueles que não acreditam em nada ou em vários deuses. Respondi que não discuto e muito menos dou brecha para qualquer debate nesse sentido. Eu simplesmente oro pela conversão de muitos, incluindo gente que tenho admiração e amor. Nosso papel, como cristãos é pedir a intervenção do Espirito Santo. A obra é Dele.

Gosto muito de ler Max Lucado, ele dá uma explicação tão objetiva sobre a conversão e que diz assim: “Muitos Cristãos veem sua conversão como um lava jato. Você entra como um sujo sucateado e sai com seus pecados lavados – um sucateado limpo. Mas, a conversão é mais que a remoção de pecado. É um depósito de poder. É como se um motor de uma Ferrari fosse implantado em seu carro. Deus tirou o velho motor, coberto e rachado com rebelião e maldade, e o trocou por uma versão acelerada e rugindo dele mesmo”.

Quando o apóstolo Paulo diz que “as coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (2 Coríntios 5:17), acontece exatamente assim. Quando damos um passo de fé por Jesus Cristo, mesmo que a nossa vida esteja difícil e cheia de adversidades, Deus vem ao nosso consolo e nos dá ânimo novo. Mas não adianta eu falar isso para um incrédulo. Ele simplesmente não acredita. Porque não vive, nunca teve essa experiência. Eu já fui assim. Vim de uma família com base cristã, mas não desfrutava verdadeiramente do caminhar com Jesus Cristo. Quando isso aconteceu foi um divisor de águas na minha vida. Não sou uma crente chata que prega o amor de Deus com palavras, enchendo o ouvido das pessoas. Eu prego com atitudes, que é muito mais difícil. Pelo menos eu tento, não sou a melhor cristã, a mais fiel, mas tento deixar para as pessoas uma semente de amor.

A maioria dos ateus que eu conheço nunca leu a Bíblia e muito menos tentou uma experiência genuína com o Senhor. E sem qualquer evidência objetiva sobre em que sustentar a sua falta de fé, acaba recorrendo a estudos filosóficos. O discurso é quase o mesmo: como pode um Deus de amor permitir tantas atrocidades no mundo? Se de fato existisse, não haveria guerras, doenças, mortes, estupradores, miséria, crianças massacradas!”. E para essas pessoas dou uma única explicação: Que o Senhor deu ao homem tudo o que ele precisava de bom e perfeito. Mas o homem não quis! O livre arbítrio – que é o maior presente de Deus – o levou a fazer coisas horríveis, sendo dono do próprio destino. Tudo o que acontece hoje está escrito. A Bíblia é tão atual que as pessoas que não a conhecem, não sabem o que estão perdendo.

Amada, o que devemos esperar do ser humano que teve um Deus encarnado – Jesus Cristo – e foi injustamente pregado numa cruz? E como pode, até hoje, Deus ainda tentar salvar as pessoas e dar a elas um paraíso? Simplesmente porque Deus é bondoso, oferece misericórdia e perdão incondicional.

Minha mensagem nesse devocional e em tantos outros, não é para fazer descer goela abaixo a mensagem de Jesus. Mas é para dizer àqueles que me leem, que existe remédio para as dores, cura para uma alma que sofre, alegria para a vida, quando achamos que não tem mais jeito. Eu não escrevo o que não vivo. Eu acredito no que vivo e sei como o Senhor é bom e fiel a todas promessas.
Caminhar com Jesus não é uma tarefa fácil. Sou alvo de desafios e pessoas descrentes. Mas eu não me importo com isso, porque a recompensa diária que desfruto e a paz que invade a minha vida é maior que tudo. Quer conhecer o Príncipe da Paz, o Salvador e Redentor? Comece a ler a Palavra antes de duvidá-la. Peça ao Espírito Santo a revelação de tudo. Se o Senhor fez na minha vida, não tem razão de não fazer na sua. Porque Ele nos ama igualmente.

A paz,
Roberta